4 passos para se tornar uma empresa Data-Driven

Qual o papel dos gestores na gestão de dados? Como explorar mais seus dados e estruturar sua empresa para ser direcionada por dados? Tudo isso está explicado nesse post, não perca!

Usar dados possibilita que os gestores decidam com base em evidências ao invés de intuição, não que reunir informações para tomar melhores decisões seja algo novo, a questão é que atualmente podemos coletar e interpretar informações de maneira mais rápida e eficiente.

Utilizamos informações para identificar oportunidades e melhorias, como por exemplo, prever demandas para conseguir preparar a equipe e também a quantidade de mercadorias que precisarão ser disponibilizadas para venda ou então, entender o que causa demora no atendimento em um hospital durante o fluxo de pacientes.

O fato é que cada vez temos mais dados a serem monitorados, desde o histórico de compra dos clientes, feedbacks, número de visitas a loja e outros, o lado positivo é que a tecnologia possibilita a coleta e a gestão desses dados e esse fator transformou a forma com que tomamos decisões dentro das empresas.

Uma pesquisa da universidade de Harvard entrevistou 330 executivos de empresas norte americanas a respeito de sua gestão organizacional, estrutura e práticas de tecnologia coletando informações sobre a performance dos dados utilizados em seus relatórios anuais e foi identificado que empresas que tomam decisões com base em dados confiáveis são 5% mais produtivas e 6% mais rentáveis que as concorrentes.

Já que os dados “sabem tudo” qual o papel dos gestores? 

Os gestores têm dois papéis principais:

  1. Se tornar “Revolucionários de dados” (nomeclatura citada por Thomas C. Redman), ou seja, ser uma pessoa que promove agendas de qualidade de dados com foco em identificar erros, corrigi-los e passar a distribuir as informações corretas. Além disso, é responsável por ser evangelizador da cultura dos dados, visando influenciar a postura das pessoas para que todos entendam que fazem parte dos esforços para coleta e análise de dados de qualidade. 

  2. Extrair inteligência dos dados coletados: Os dados trazem muitas respostas, mas não serão capazes de excluir a necessidade da percepção humana, muitos compartilham a visão de que “computadores trazem respostas, mas não perguntas” isso significa que as pessoas precisam utilizar de suas análises e percepções para explorar o máximo que os dados podem fornecer a fim de gerar vantagem competitiva para as organizações que estão envolvidas.

Pilares importantes para tomar decisões com base em dados:

  1. Identificação das fontes de dados relevantes: Como já citamos, inúmeras são as fontes de geração de dados, nesse primeiro ponto é necessário entender quais informações são relevantes e podem ser traduzidas em insights futuramente.

  2. Padronização: Sabemos que na maioria das situações as fontes de dados coletam informações diferentes e possuem padrões incompatíveis, com isso a padronização será uma etapa necessária para possibilitar o próximo passo e análises futuras.

  3. Integração: As informações se tornam ainda mais poderosas quando estão reunidas, é necessário reunir todas informações em um mesmo ambiente para que os dados possam ser cruzados gerando as análises do interesse dos gestores.

  4. Higienização: Uma vez reunidas, as informações precisam ser higienizadas, deve-se identificar dados duplicados, incorretos e incoerentes, caso contrário, as análises poderão não ser confiáveis.

  5. Validação: Além de encontrar dados a ser higienizados, devemos explorar dados que estão no formato correto, mas podem não ser válidos, como por exemplo telefones, e-mails, endereços e dados de registro.

  6. Distribuição: Uma vez que os dados são confiáveis, é extremamente importante filtrar quais dados são relevantes para cada área, deve-se prezar pela segurança da informação e também no propósito de melhoria da percepção de insights. A seleção dos dados será ainda mais produtiva quando houver um trabalho conjunto entre líderes das áreas pelo seu conhecimento no tema que trabalham e também de cientistas de dados que são experts em manuseio e exploração de dados.
     
  7. Análise: Com os dados selecionados os gestores e cientistas de dados devem ser capaz de traduzir o comportamento dos dados por meio de suas análises quantitativas e qualitativas.

  8. Tomada de decisão: Com base nos insights gerados pelos dados e percepção dos gestores, as decisões serão tomadas.

Parece simples, por que as empresas ainda não seguem esse manual?

A pesquisa “Big Data and AI Executive 2019” revelou o seguinte cenário:

  • 72% dos participantes da pesquisa relatam que ainda precisam criar uma cultura de dados;
  • 69% relatam que não criaram uma organização orientada a dados;
  • 53% afirmam que ainda não estão tratando os dados como um ativo comercial;
  • 52% admitem que não estão competindo em dados e análises.

E por incrível que pareça, apenas 7% dos entrevistados disseram que o problema é tecnologia, na verdade, o problema é cultural assim como 93% dos entrevistados afirmaram, entre os fatores que causaram a dificuldade de implementação dessa abordagem estão a falta de alinhamento organizacional e resistência cultural.

Várias organizações estão investindo em pessoas e treinamento para espalhar a importância de uma cultura de dados, principalmente com a chegada das leis gerais de proteção de dados, o fato é que devemos engajar as pessoas sendo capaz de diminuir as decisões apenas geradas do feeling, devemos nos perguntar não “o que achamos?” mas sim:

  • “O que os dados nos dizem?”
  • “Qual origem desses dados?”
  • “Temos base legal para utilizar esses dados?”
  • “Quais tipos de análises foram aplicadas?”
  • “O quão confiantes estamos nos resultados apresentados?”

Resumindo, não devemos nos perguntar “o que achamos?” mas sim, “O que sabemos?”.

E como começar?

Assim como qualquer estratégia ou cultura, existem barreiras para implementação, o que fará com que sua nova estratégia focada em dados seja distribuída por toda organização é principalmente o sucesso, para tal é possível selecionar uma unidade ou equipe menor e seguir os passos:

E agora, você acha que está pronto para procurar mais sobre gestão baseada em dados?

Um dos pilares importantes para gestão de dados é coletar com qualidade, vale a pena conferir as dicas que trouxemos no post: 7 dicas para coletar dados melhor!

Espero ter ajudado, saiba que estaremos à disposição!

Posts relacionados que você deveria conhecer:

 

Dica 1 – 6 verdades que você precisa ouvir sobre gestão de dados na sua empresa

Dica 2 – 5 empresas que se deram mal pela baixa qualidade de dados

Dica 3 – Checklist gratuito: Etapas do tratamento de dados para alcançar a qualidade de dados

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Fábio é CEO da BringData, empresa especializada em tratamento de dados de clientes, foi Diretor Comercial da Track.co, é administrador e especialista em gestão da experiência de clientes.

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